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Na descrição apresentada pelo Diretor de Fotografia, Luís Fernando Barp, a estética cyberpunk "é a evolução futurista e sombria da fotografia de rua tradicional. Ela não apenas documenta a vida urbana, mas a filtra através de uma lente de ficção científica distópica, onde a tecnologia é onipresente, mas a qualidade de vida é decadente(High Tech, Low Life). A ideia central é transformar a cidade atual em uma metrópole futurista(como nos filmes Blade Runner ou Ghost in the Shell).Diferente da fotografia noturna comum, que busca clareza, a estética Cyberpunk vive do contraste extremo: luzes artificiais vibrantes (néon, LED)lutando contra sombras profundas e ambientes degradados. As cores não são naturais; elas são saturadas e artificiais. O foco está na relação do ser humano com a tecnologia, a solidão na multidão e a onipresença das luzes da cidade que nunca dorme. Para obter esse visual, você deve focar em três elementos técnicos:· A Paleta de Cores: O segredo visual está no contraste entre o Ciano (azul esverdeado) e o Magenta (rosa/roxo). Configure o balanço de branco para tons mais frios (Tungstênio) e procure luzes que ofereçam essas cores.· Superfícies Reflexivas: A chuva é a melhor amiga do fotógrafo Cyberpunk. O asfalto molhado, poças de águae vitrines de vidro duplicam as fontes de luz, preenchendo as sombras com cores vibrantes.· Exposição para as Luzes (Highlights): Não tente clarear a noite toda. Fotografe para preservar os detalhes das luzes de néon (sub expondo o resto). Deixe as sombras ficarem pretas ou levemente azuladas para criar profundidade e mistério."
Foi um desafio e tanto! Provocou os associados a pensarem, produzirem e dedicar tratamento diferenciado às suas fotografias que, tradicionalmente, não trabalham esses efeitos em suas imagens. Tudo é parte de uma proposta de crescimento e qualificação que os desafios do Clube costumam proporcionar aos seus associados.
Luciana Fedrizzi Rizzon, com uma fotografia impactante, obteve a maior pontuação entre os associados e consagrou-se campeã do Desafio. Ela descreveu a produção assim: "Eu e meu marido saímos a noite em busca de luzes néon para fotografarmos e encontrei esse bar no final da rua Os Dezoito do Forte. Enquanto meu marido posava para fotos, esses jovens com skate, bandana e piercings chegaram e ficaram interessados na produção, pedindo para participar. Então, fizemos as fotos. Apliquei o balanço de branco tungstênio na câmera e fiz a pós-produção no Lightroom".
Parabéns, Lu! Esse tema proposto pelo Diretor de Fotografia desafiou os associados a produzirem um conteúdo diferente, criativo, fora dos padrões habituais que se costuma trabalhar. E a tua fotografia envolveu planejamento prévio, coragem para sair às ruas, criatividade e muita empatia para, de imediato, conquistar aqueles jovens na construção da cena. Mostraste ao grupo que vale a pena pensar sobre o tema e sair em busca da foto imaginada. Show!
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